Como ajudar para salvar uma vida.



“JÁ NÃO HÁ MAIS O QUE FAZER, POR ISSO HOJE ESCOLHO DEIXAR A VIDA PARA TENTAR ENCARAR A MORTE.”


Este foi um trecho retirado de uma carta deixada por alguém que cometeu suicídio e traduz um pouco do seu sentimento minutos antes do ato.


Palavras já não conseguem mais aliviar a angústia que sufoca. Já não se sabe mais como viver com aquela dor que pulsa dia após dia. Já não se vê mais luz no fim do túnel e por isso escolhe-se algo diferente e desesperado para alívio do sofrimento. Percebeu? A pessoa que comete suicídio não está escolhendo acabar com a vida, mas sim com a dor e o sofrimento mesmo que isso lhe custe a vida!


Não podemos falar sobre o suicídio sem falarmos de depressão e ansiedade, que inclusive são patologias bastante associadas entre si. Todo ser humano em algum momento da vida já experimentou sentimento de tristeza, desespero, angustia e ansiedade. Todos estes sentimentos são inerentes a nossa condição humana. Mas então quando a condição considerada normal passa a ser patológica com necessidade de atenção especial?


Quando o tempo de permanência dos sintomas ultrapassar três a quatro semanas ou quando a recorrência se torna constante mesmo que com duração menor do que a citada. Outro ponto importante é se eles estão interferindo diretamente no dia a dia, como com mudanças repentinas de rotina, perda de interesse e prazeres, bem como de sentido da vida, falta de energia ou vontade em realizar atividades básicas e mudança brusca de comportamentos. Podem surgir ainda insônia, irritabilidade, palpitações, dores no peito, sudorese ou amortecimento/formigamento de áreas do corpo.


Se você identificou, se questionou ou teve dúvida, NÃO HESITE! Procure ajuda profissional de um médico psiquiatra e de um psicólogo, não espere que isso tome maiores proporções, VOCÊ NÃO PRECISA DAR CONTA DISSO SOZINHO, até porque os sintomas são progressivos.


Se você percebeu algum dos sintomas descritos em alguém do seu convívio, chegue mais perto, olhe nos olhos, observe, esteja atento e presente, pergunte e se necessário tome a ação de agendar uma consulta por ela, acompanhe ou acione a rede de apoio daquela pessoa, pois vale lembrar que a depressão e a ansiedade muitas vezes podem ser doenças silenciosas e um dos indícios também é o isolamento social: a pessoa se fecha em si mesma e por vezes não sabe identificar com clareza o que sente.

Abaixo estão alguns dados que deixam claro o quão comum são essas patologias em nossa sociedade.

“De acordo com a Organização Mundial de Saúde, no último levantamento (realizado em 2014) 10.631 pessoas cometeram suicídio no Brasil. A cada 10 suicídios, 8 são de homens e outros 2 de mulheres.”

Isso ocorre pelo fato de vivermos em uma sociedade na qual o homem não é estimulado a falar abertamente sobre sentimentos e dores emocionais, considerando como uma “fraqueza”.

“O suicídio é a segunda maior causa de morte entre os adolescentes entre 15 a 19 anos.”

Esses números estão associados à fase que, por si só, é bastante conturbada para todos os indivíduos, gerando mais conflitos dentro de casa e maior isolamento.

“Entre 2010 e 2016 aqui no Brasil, seguimos a contramão do mundo, onde a taxa de suicídios a cada 100 mil habitantes aumentou 7%.”


“O projeto Comunicação Que Muda (CQM) monitorou as redes sociais brasileiras em maio de 2020 e constatou um aumento de depoimentos e relatos a respeito do tema, tendo um registro de aumento de 6,3% em 2017 para 23,5% em 2020.”


Aqui fica evidenciado o quanto a pandemia atingiu o bem estar psíquico em maior ou menor escala, mas em todas as pessoas.


“OMS estima que 90% destes casos poderiam ter sido evitados.”

O dado revela o potencial de evolução que podemos adotar daqui para frente, através de medidas de prevenção.


É necessária uma mudança de paradigmas e hábitos: que tal nos permitirmos falar abertamente sobre sentimentos, emoções e sofrimento? Sobre depressão, ansiedade e também sobre o suicídio? Que tal transformarmos a ideia tola e ultrapassada de que profissionais da saúde mental são apenas para “louco” e fazermos uma visita a um psicólogo para autoconhecimento, em caráter preventivo? Cada um dentro da sua realidade pode sim quebrar o tabu.


Podemos também, dentro de nossas próprias casas, melhorarmos nossa interação, com a atenção mais presente, uma comunicação mais empática, mais acolhedora e permissiva. E talvez ainda desmistificando frases como “temos tudo e por isso não podemos reclamar”, “você está sofrendo só por isso?”, “cada um tem que lidar sozinho com seus problemas”, “homem não chora”, “demonstrar sentimento e afeto é sinal de fraqueza”.


E você, o que tem feito pela qualidade da sua saúde mental?

Informação importante:

DISQUE 188 – CVV (Centro de Valorização da Vida) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias.


Este artigo foi escrito em parceria com:



Karyame S Carazzai| Psicóloga (CRP 08/20522)

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